(Thursday 2nd of March 2017)
ADN de condenados a 3 e mais anos de prisão entra de imediato na base de dados

Governo quer alterar lei dos registos para identificação civil e criminal. Peritos querem a inserção automática de perfis em penas de prisão 3 e mais anos e amostras não identificadas (Read more)

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Nova técnica permite traçar «retrato» de suspeitos a partir de ADN
Friday 16th of November 2012
Author: Diário Digital
Published in: Diário Digital

O método, desenvolvido pelos cientistas Dany Berkovitz e Yoram Plotsky, poderá agilizar a busca de suspeitos de crimes, pois concentra vários exames num só «chip genético» e possibilita a identificação muito mais rápida do tipo físico do dono do ADN.

«A partir de um fio de cabelo poderemos saber rapidamente se a pessoa é homem ou mulher, alta ou baixa, tem cabelos lisos ou crespos, qual é sua idade e cor de olhos, origem étnica e muitas outras características», afirmou Plotsky, que é director do laboratório Galil Genetic Analysis (GGA), no norte de Israel.

O cientista disse à BBC que hoje em dia já existem diversos exames que possibilitam a identificação dessas características, porém cada exame é feito separadamente e o processo pode durar várias semanas.

Com a nova técnica, exames que antes duravam semanas podem ser feitos num dia e o custo do processo é «bem mais barato».

Segundo ele, o novo método possibilitará uma integração dos exames pois será criado um «chip» genético.

«Até hoje as amostras de ADN recolhidas eram comparadas com um banco de dados e se não houvesse compatibilidade explícita, não poderiam ser aproveitadas», afirmou Plotsky.

De acordo com o cientista, dentro de cerca de um ano o método poderá ser amplamente utilizado. O método é fruto do trabalho conjunto do GGA com o Instituto Biotecnológico da Faculdade de Tel Hai.

De acordo com o professor de Genética Molecular de Tel Hai, Dany Berkovitz, o método «fornece instrumentos moleculares para dar pistas à polícia».

«A partir de amostras de ADN, como fios de cabelo ou restos de saliva, poderá ser agilizada a identificação de quem esteve num determinado momento, num determinado lugar, e deixou a amostra no local», afirmou.

De acordo com Berkovitz, «o chip genético possibilita a observação simultânea de vários pontos no genoma e o exame de alterações genéticas paralelamente».

A nova tecnologia possibilitará a rápida eliminação de várias possibilidades e tornará o trabalho da polícia mais eficaz, dizem os cientistas.

De acordo com os cientistas, o método encontra-se em fase de validação e poderá ser comercializado dentro de um ano.

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